sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Podemos travar diversas lutas.
Desde sempre travei lutas e houve até quem admirasse essa minha capacidade. Não tive por hábito virar a cara e raras foram as vezes em que tive que assumir o papel de derrotada. Felizmente. Desde lutas de foro social a pessoal e, neste momento, mais do que me juntar à luta de todos nós, enquanto cidadãos engolidos pelo falhado sistema capitalista, centro-me numa luta pessoal que vou travando aos poucos, na esperança de assumir definitivamente o papel de vencedora. É uma luta pessoal que mexe comigo e que faz com que esteja mais sensível aos estímulos e ao que me é dito pelos outros. Estou nas trincheiras e é quando toda e qualquer palavra ou frase mal disparadas me cortam o peito e me deixam rendida à tristeza. São armas que disparam, nem sempre com um alvo destinado, mas que acabam por acertar sempre num. No meu. No que, neste momento, é o mais vulnerável.
É uma luta que se prolonga no tempo, cujo último pico começou há dias, semanas... Saberei eu quando vestir a pele de vencedora? Ou terei que ir ao sótão buscar a de vencida?

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