domingo, 19 de junho de 2011

um ano depois

Mas...um ano depois, continuam a querer esquecê-lo e todas as tentativas de fazerem algo, são em vão... Ou não será ridículo oferecer ao público uma metragem perto da meia-noite?

Quererão realmente levar Saramago a todo o público? Ou ficará apenas a intenção vincada na programação?

Se cá estivesse Saramago dizia, muito possivelmente, que também esta ideia, tal como C. Silva, foi tida por algum «génio da banalidade».

sábado, 18 de junho de 2011

Saramago

Junho parece despir o mais belo ideal e de luto coloca o coração dos que assistem.
Há um ano partiu um dos grandes. Mais um. Há seis anos partiram outros. Os grandes.


«Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia.» José Saramago

Um ano depois.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Recordações do Lado Esquerdo do Peito

A viagem a Marrocos ficou-me, desde sempre, na mente, por diversos motivos.

Sempre houve uma curiosidade por Marrocos e pelo Islamismo. Não por me sentir próxima da religião, mas sim por curiosidade ou por um possível misto de encantamento / estranheza.

Há muito tempo que queria ir a Marrocos e, quando esta viagem foi concretizada, percebei que era, de facto, o que procurava. Toda aquela viagem significou muito para mim e fez-me mudar. Crescer. Ser menos intolerante e indiferente.


Apaixonei-me pelo chamamento dos muezzins e lembro-me dos arrepios que tive enquanto as suas vozes percorriam todo e qualquer canto das cidades que visitei. Recordo-me de correr em direcção a uma mesquista com o intuito de me deliciar ainda mais com o chamamento. É uma voz tão poderosa com tanta vibração que é capaz de me deixar totalmente arrepiada e paralisada. Digo-o com toda a imparcialidade, pois não estou próxima do Islão.


A veneração pelo Rei foi outro aspecto que me deixou inquieta. Sabia lá eu que, em pleno Atlas, escreviam Vive le Roi, em grandes letras! E que gesto bonito que é... Politiquices à parte, e apesar de agora muito se falar do Rei, eu estive lá e não ouvi qualquer pessoa falar mal dele. Pelo contrário.


Ficaram-me muitas imagens na memória e revejo-as quotidianamente. Uma das imagens foi a de um crente, orando a Meca, sobre um pedaço de cartão, no meio do Atlas. O que tem esta imagem de especial? Também eu não consigo explicar, mas garanto que ficou cravada na minha memória.


Foram tantas e vejo-as tantas vezes! As sauaddes apertam e trazem tantas lembranças e momentos bons. Viajar com pessoas especiais tem sempre o seu Q de inesquecível.


A pobreza foi talvez o aspecto que mais me afectou e fez pensar. Viajar por um país pouco desenvolvido, abandonando as grandes cidades e atropelamentos de turistas, também tem as suas fragilidades e o confronto com a pobreza é um deles. Apesar de correr o risco de parecer falsa, devo admitir que a pobreza não me deixou nada indiferente e ainda hoje trago na memória o diálogo que travei com Fátima, uma linda menina de uma aldeia berbere perdida no Atlas que gostaria de vir a ser professora... Concretizar-se-á o seu sonho? Só Allah sabe.


O calor incomparável que penetrava pelos nossos corpos ao som de Rachid Taha enquantos os nossos olhos mergulhavam nas paredes de terracota, deixa-me sonhar e faz-me ambicionar voltar. Assim que a vida o permitir.


E, desta vez, além do coração, levarei lápis, cadernos e canetas para dar a uma qualquer Fátima que corra o risco de ver o seu sonho roubado.


De certo dirá,


Alláh-u-Abhá






domingo, 13 de fevereiro de 2011

tenho saudades da mochila de campismo cheia de roupas e roupinhas e do coração cheio de memórias. os dirhams ainda estão na minha carteira. há mais de um ano que lá estão, na esperança de regressarem ao seu país. trazem-me lembranças do que há para lá da areia e fazem-me ambicionar voltar. talvez um dia. quem sabe. quando a vida deixar e os sonhos deixarem de estar enjaulados.
Tenho saudades de ter dores de barriga de tanta me rir.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Parabéns ao meu Candidato.
Não é o Presidente da República de Portugal, mas tenho a certeza que é e será o Presidente de muitos de nós.